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CONTRA PONTO , CONTA PONTO

14.7.12

TENTANDO EXPLICAR O CONTRA PONTO

João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "CONTRA PONTO, CONTA PONTO de José Luiz Fernandes":
"Continuo sem perceber muito bem como proceder para entrar na brincadeira...
" Este forno é CONTRA PONTO do CESTO COM O PÃO ? "
Postado por João Menéres no blog . em sexta-feira, 13 de julho de 2012 
 Blogger expressodalinha disse...
Também dá para cozer pão?
sexta-feira, 13 de julho de 2012
 Anônimo Li Ferreira Nhan disse..
Ótima imagem!
Acho que entendi o espírito da coisa!

;) 
Sem querer polemizar, mas aproveitando o tema, para voltar a comentar as diferenças do "entendimento" da língua portuguesa falada e escrita no Brasil, e a de Portugal,  o caso presente é bom exemplo. Com toda certeza a nova brincadeira não foi por mim muito bem explicada. Mesmo porque nasceu durante um post da série CADEIRAS, o que chegou até a confundir o meu parceiro Jorge Pinheiro. Mas a própria Li Ferreira Nhan, brasileira, em que pese seus antepassados, e amor, por Portugal, também "levou um tempo para entender". Mas entender a mecânica da brincadeira é uma coisa ( e  nada complicada, diga-se de passagem ), outra é estabelecer o CONTRA PONTO, que exige abstração ( processo ou resultado de generalização por redução do conteúdo da informação de um conceito ou fenômeno observável, normalmente para reter apenas a informação que é relevante para um propósito particular),  imaginação, criatividade, invenção,  enfim,  humor e espirito aberto. Concordo que essa brincadeira será muito fácil, e simples, para nós brasileiros, que não tomamos a PALAVRA ESCRITA ou ORAL ao pé da letra. Para os Portugueses, que ao contrário, tomam as palavras no seu estrito senso, e vejo agora, que não são só as palavras, mas as imagens, será mais difícil convencê-los de que um CESTO DE PÃES pode, e esta,  DIRETAMENTE relacionado a um FORNO. Um forno, para um brasileiro,  é um espaço onde se assa um pão, uma pizza, um porco, onde galinhas fazem ninho, e chocam seus ovos, onde gatos parem, enfim, tem múltiplas finalidades, inclusive podem ser associadas às fornalhas que queimam dinheiro, entre outras coisas. Percebi que essa liberdade de imaginação será difícil conseguir dos nossos irmãos portugueses. Relacionar uma imagem a outra, completamente diversa, mas que de alguma forma se comunicam, se entrelaçam, ou se contra ponham. Não vou aqui voltar a contar as inúmeras "piadas" que correm sobre questões óbvias para um  brasileiro e sua interpretação dada por  portugueses, como por exemplo:  
Sabes Joaquim, o doutor me disse para beber um pouco de suco de limão depois de um banho quente.
 - E tu bebeste o suco de limão, Manuel?
 - Que nada! Não consegui nem acabar de beber toda aquela água quente. 
Ou,
Por favor! O senhor viu alguém dobrando esta esquina, agora a pouco?
 - Não, senhoire. Quando aqui cheguei, ela já estava dobrada...


 É disso que estamos falando! Nossas imagens à procura de um CONTRA PONTO que  não podem ser levadas ao pé da letra. É preciso abstração e imaginação! Caso contrário, não seria um CONTRA PONTO.
Tenho certeza que tanto o João como o Jorge não se ofenderão  com minhas explicações, e espero poder contar com eles, e todos os portugueses nessa NOVA brincadeira! Até como um exercício! E não me venham alegar falta de tempo.

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